segunda-feira, 19 de março de 2012

Visita


Vem me visitar, numa dessas tardes de outono
Me traz um poema escrito a mão ou roube de um livro qualquer
Vamos sentar na frente de casa, falar da vida, rir das crianças, nos olhar inocentes como elas,

Vem me visitar, deixa de lado os compromissos, o orgulho e o medo
Chega leve, sem pressa, com vontade de ficar
Vamos esperar a tarde cair, o cheiro da chuva começar a chegar e pensar no amanhã como algo distante,

Vem me visitar, ver como as flores cresceram no jardim (e que não foram só elas)
Sinta que o vento sempre soprou a nosso favor
Vamos ficar descalços, pisar na grama enquanto revelamos os nossos segredos,

Vem me visitar e me traz a boa noticia de, que mesmo indo embora, você volta e de uma vez por todas ocupa o seu lugar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Se soubesses

Ah, se você soubesse que é o personagem principal dos meus devaneios desse verão interminável...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Eu aqui só querendo ser feliz e você fingindo que não tem nada a ver com isso

Passa por mim e disfarça que não viu o meu réu coração,
pisca um dos olhos só Pra sinalizar que ainda esta ali...

Aquele beijo era Pra gente se prender ou afastar? Ou só me queria cumplice de mais um segredo seu?

Logo eu que sempre busquei liberdade, agora me vejo presa em seus braços que desistiram de me achar

Se você pelo menos decidisse se me liberta ou se me faz refém de vez...
Mas você se cala como se eu pudesse decifrar silêncios!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Conselhos


Se pudesse te dar um conselho, meu caro amigo
Diria para você não pensar demais
Ou vai me dizer que vai esperar vê-la ir embora
para pegar o violão e fazer uma triste canção?

O amor não é fácil, meu caro amigo
Ele não vem com manual de instrução,
E geralmente pega a gente desprevenido de razão

Se eu fosse você, meu caro amigo,
Saia correndo para encontrá-la na estação
A arrancava daquele trem e a beijaria com paixão

A vida, precisa de aventura, emoção
riscos e verdade, beijos e suor.
Porque ficar aqui, sentado olhando para o nada, meu caro amigo
Só vai te aproximar da solidão.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Enquanto

Derrete com o calor das palavras desse discurso louco

Procurando minha boca

Enquanto as suas mãos tentam achar lugar no meu corpo


Desarma com a leveza do seu sorriso menino

Sorrindo bem de perto

Enquanto os seus dedos se perdem entre os meus cabelos


Descomplica com a simplicidade dos seus sonhos

Sussurrando no meu ouvido

Enquanto sua pele sente o arrepio que a minha revela


Descobre com a intensidade dos seus olhos

Clareando a luz dos meus

Enquanto seus pés caminham na minha direção


Desarruma com a surpresa que quebra minha rotina

Fantasiando e me arrancando suspiros

Enquanto sua emoção dissolve a minha razão

terça-feira, 12 de julho de 2011

Perseguindo o nada


Preciso esquecer o que nos juntou
O exato momento em que alimentei de você meu coração

Vou respirar fundo, resistir ao pensamento
Deixar as palavras de canto pelo tempo necessário
Aprender a dizer não

Desapegar do seu sorriso
Dessa sensação de estar perseguindo o nada

Mesmo sabendo que amanhã às 6 você cruzará o meu caminho de novo.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quereres




Queria que meus olhos

não denunciassem meu coração


Queria que a memória

não traísse a razão


Queria que as palavras

parassem de me dominar


Queria que os pensamentos

não voassem a cada minuto


Queria que um sorriso bobo

não aparecesse sempre

que olho teu retrato


Mas não é fácil querer dar razão ao coração

Ou tirar o sorriso da memória


Entender palavras no olhar

E interromper pensamentos bobos

De querer que você seja dono de mim